terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Antes de ir para o seminário. Sempre tive convicções extremamente calvinistas, devido grandes influencias de revistas e livros que falava do assunto. Quando chequei para estudar, os colegas de classe me apelidaram de “Calvino”. Devido defender a soberania de Deus em todas as fatalidades da vida, não como o causador, mais agente libertino das consequências, ou seja, Ele que manda!!! Tinha certeza que todas as tragédias estavam relacionadas ao controle permissivo de Deus na historia. Como de fato está! Mais isso aos poucos em minha vida foi tomando outras conotações, meu pensamento ultimamente tem mudado muito sobre esse a assunto “soberania de Deus”. Após vários estudos e informações de professores honestos que fazem uma leitura sincera e real das escrituras, preocupados com o que ela diz sobre o assunto, e a própria vida e suas contingências existenciais. Fizeram-me pensar melhor. Pois pensar na ideia reino de Deus, sentir-me confrontado pelas as minhas próprias ideias, não que abandonei as convicções calvinistas por completo, claro que muitas coisas que esse grande reformador disse; são verdadeiras e úteis. Seria muita presunção de minha parte discutir com um erudito de grande estipe teológico como ele, que se esmerilou nas escrituras no que diz respeito à vida. Apesar de algumas fazes da vida pessoal de Calvino se evidencia que ele era, extremamente desumano em suas posturas. Temos que lê-lo conforme seu tempo. Mas quando penso em soberania, penso no Senhor Jesus, quando desejava Jerusalém em seus braços como a galinha acolhe seus pintinhos. Isso para teólogos contemporâneos como Gondim, Ed. René e outros, diriam que Deus se frustrou? Certamente eles sabem do que estam falando, apesar de serem rigidamente censurados por muita gente, como sendo “hereges” e simpatizantes do “deísmo aberto”? Mas não está em questão isso aqui. Por isso pensando em Jesus numa proposta messiânica totalmente contrario a expectativas judaicas. Vejo a soberania de Deus, numa visão do seu reino a nós chegado e delegado, o reino está em nós! Mt. 6: 9-13. Isso parece dizer e afirmar que Deus nos delegou o seu reino, ou seja, tudo está em nossas mãos no sentido de saber governar esse reino. Governar com uma proposta de sinalização para humanidade. Quando fazemos obras dignas do reino, como Cristo os atribui numa forma de reconhecimento não meritório do pai em nós, mais para que todos vejam as nossas obras e glorifique o pai que estais nos céus. Ora, a nossa justiça através da solidariedade com o próximo, a abertura para inclusão do ser humano e etc. revela um Deus acolhedor e passivo. “O Deus poderosamente impotente” sabe chegar e sair ao mesmo tempo às necessidades humanas, quando Ele é invocado. Podemos dizer que todos os caos e miséria humana, com certeza estam em seu controle. Mais não está em sua ação patrocinadora. Se afirmássemos que Ele está presente como agente que permite essas catástrofes, poderíamos vê um grande Deus passivo na historia, mas se afirmássemos que Ele não quis fazer, mesmo podendo, seria um Deus autor do mau? Não quero pensar conceitos teológicos de Soberania X liberdade, mesmo porque essa briga já dura séculos. Mas penso somente em confrontar ideias que criamos pelos os próprios conceitos que geramos e copiamos ao longo dos tempos. Minha intenção seria chamar a sua atenção, sobre uma possível ação da presença de Deus na Historia com sua soberania que controla tudo! Não quero ser o senhor da verdade como sendo um porta voz de uma ‘nova revelação de Deus’? Como muitos que já tem surgindo, longe disso! Creio que o Deus impotente, não está relacionado há não pode fazer nada. Pelo contrario, tudo está em suas mãos. Mas olho com outro ângulo, que o criador se preza em cooperação com o homem para atuar na historia, dando ao homem uma oportunidade e privilegio de ser redimir, e poder com a mente de Cristo, governar o mundo caído com suas ações Kerigmaticas. Não desviado o foco, não pulando do pináculo ou virando as costas para Deus, mas dando a Ele gloria e reverencia de total dependência. O Deus impotente está disposto a tornar tudo poderoso para o homem e a humanidade caída. Quando o homem disser para o criador, me governe. Reclamando de Deus a sua ação em sua vida caída e egoísta. O Senhor Deus, poderosamente potente, que não se fez de símbolo como objeto, mas sim um relacionamento pessoal e reconciliatório para a criatura através da Cruz. Faz-nos sentir a sua soberania presente, através de sua comunhão. Isso nos faz pensar, que Deus se interessa por toda miséria da criatura, dando a ela, o privilegio de poder o invocá-lo e clamá-lo diante de toda fatalidade humana. Fazendo-nos parte dessa nova historia como filhos de Deus!!!
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