Páginas

segunda-feira, 14 de junho de 2010

“Venha nosso reino... e seja feita nossa vontade”

Reinos são feitos de homens, homens são feitos de reinos. Reino faz parte do desejo humano desde sua constituição existencial. Talvez esse desejo faz parte da nossa constituição devido o pecado. Para não jogar a culpa totalmente no pecado afim de nos enxertar, mesmo porque ele veio pela nossa própria decisão de livre escolha. Mas falando sobre reino, que seria sinônimo de poder, conforto, independência e representatividade. O coração humano bate e lateja para conseguir essa independência há qualquer custo de um reino do totalmente “meu”. Que não quer ser vê livre de se sentir inferiorizado e desprezado por uma sociedade marginalizadora. Quem não deseja ter uma reino para si quando entra na fila no banco para receber seu miserável salário que na próxima esquina fica tudo que foi soado durante um mês. Quem não deseja ter seu reino quando se vê forçando a não ficar na ultima fila do mercado tardio e cruel com que sua idealização ao ídolo do poder. Para não sente inferior desejamos um reino nosso. Me sente triste hoje quando escrevia sobre isso. Pois é notável no meio do povo de “Deus”, essa grande obsessão neurótica em busca de um reino próprio. Ou seja preciso que venha para mim um reino independente e cheio de faturas, vejo os crentes e não porque dizer pastores que se sentem satisfeitos e privilegiados em se abrir com outros crentes sobre o que tem consguistas e herdados pela sua vida regalada e exuberante. O reino pessoal, ao meu gosto. Pessoas que dizem cristãs abrem a bíblia todos os dias e pregam a palavra ao seu gosto. E correm rapidamente após o culto para seus carros confortáveis e caros indo de encontro há uma churascaria ao seu gosto e se banca tear da melhor picanha. Ou de crentes que deseja uma resposta de Deus urgente para sua empresa, para compensar seus cheque de segunda feira. Quando Jesus estava orando seus discípulos curiosamente o interroga; mestre nos ensina orar coom os discípulos de João. Jesus replica: quando orareis dizeis assim pai nosso que estais no céus, santificado seja o vosso nome, venha nós o vosso reino... essa afirmativa de Jesus venha nós o vosso reino. Ele cita venha a nós... está no plural. Venha para nós “eu” e vós “homens”. O reino que Jesus orava como submissão ao pai estava caracterizado na partinha, se dispor para o proximo. Na sua oração seria de viver de Deus para o outro, se para o outro o que Deus era para Ele. Compartilhar de sua vida para o ser humano o que estava aprendendo do coração do pai. Jesus sabia que o Reino de Deus estava próximo. Por isso queria nos ensinar vive-lo coletivamente. Repartir o que recebemos de Deus. Um Reino de pessoas a sua imagem e semelhança. Vendo um sermão do Ed. René,ele diz que pessoas precisa de Deus, pessoas precisa de pessoas. Em sua abordagem ele diz “ego” absoluto, são pessoas que viveriam para sim mesmas não preciso de ninguem para viver, não preciso me compormeter com a existência humana, tenho meu próprio reino. Nessa afirmativa me encotro vendo isso a cada dia na igreja do Senhor. Venha meu reino e seja feita nossa vontade. A vontade Deus não é mais importante para nós, o que vale e nossa. Um Deus que nos confronta não é um Deus que nos ama. Temos que receber de Deus para nossos egos serem aguçados e bajulados. Jesus disse que esse reino não seria dele. Mas sim um reino que Deus faria em nossos coração para nos fazer viver uma nova meneira de vida e vontade, vontade em dizer seja feita a vontade do pai. O pai que decide nossa vida. Por isso temos a grande urgência de dizer estamos mortos e ocultos nele. Ou como Paulo diz não mais vivo “eu”, mais Cristo vive em mim.

Ailton Junior
08\06\2010